Mel Com Cicuta 

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room.

 

William Hazlitt  
      

   

« Home | There is no modern romance » | E agora, caro leitor, depois de uma semana de mús... » | Também por ser Sexta-feira » | Então até Novembro » | Uma boa razão para estar vivo em 2007 » | SBSR - uma abordagem humanista » | Mais coisas boas » | Bandas sonoras adequadas para ver nascer o sol » | Maximo Park » | Esteta social »

Mais uma ficha, mais uma volta.



O Tiago respondeu atrasado, mas foi tão gentil que não poderia ser alvo de retaliações ou embargos blogosféricos. Mais do que gentil, foi absolutamente certeiro na afirmação de que “Saber o que uma pessoa lê, ouve ou vê no cinema pode não ser o meio por excelência para conhecer definitivamente alguém, mas pode servir muito bem para excluir alguém da lista de pessoas eventualmente interessantes”. Eu diria mesmo mais, Tiago. A literatura e a música são a manifestação mais próxima da elevação das opções estéticas à categoria de valor moral. Assim e porque nesta casa fazemos as vontades aos habitués, segue a playlist de ”top 25 most played musics” (música, autor e álbum) do meu ipod (a minha relação afectiva mais douradora). A ordem é aleatória e ficam muitas, mas mesmo muitas de fora. Afinal, nesta casa, não se sabe viver sem som de fundo.
1 – Wolf Like Me, Tv on the Radio, Return To Cookie Mountain;
2- Part I, Keith Jarret, The Köln Concert;
3 – Evil, Interpol, Antics;
4 – Wake up, The Arcade Fire, Arcade Fire Funeral;
5 – Dreams,Tv on the Radio, Desperate Youth, Blood Thirsty Babes;
6 – Lullaby of Birdland, Sarah Vaughan, Sarah Vaughan with Clifford Brown;
7 – You don´t Know what love is, Sonny Rollins, Saxophone Colossus;
8 – Crown of love, The Arcade Fire, Arcade Fire Funeral;
9 – Take a Train, Clifford Brown, Study in Brown;
10 – These Things, She Wants Revenge, She Wants Revenge;
11 – Walk away, Franz Ferdinand, You Could Have It So Much Better;
12 - In the Mood, Glenn Miller, The Golden Years: 1938-1942;
13 – Love will tear us apart, Joy Division, Substance 1977-1980;
14 – Paranoid Android, Brad Mehldau, Live in Tokyo;
15 – Get it straight, Carmen McRae, Carmen Sings Monk;
16 – I Don’t Know what I can save you from (Royksopp Remix), Kings of convenience, Versus;
17 – Monk’s Mood, Thelonius Monk Quartet with John Coltrane;
18 – As time goes By, Frank Sinatra, (numa extraordinária gravação manhosa que não sei de onde veio);
19 – Take it or leave it, The Strokes, Is this it;
20 – Blue Monk, Bill Evans, Conversations With Myself;
21 – Knives Out, Brad Mehldau, Day is done;
22 – Ne me quittes pas, Nina Simone, The best of Nina Simone;
23 – Autumn Leaves, Miles Davis, The Best of seven steps: the complete recordings (1963-1964);
24 –Round Midnight, John Coltrane, Miles Davis, The Best of Miles Davis and John Coltrane:1955-1961;
25 – My funny Valentine, Chet Baker, The Best of Chet Baker Sings.

Adenda: Obrigadinha, Tiago. Este exercício aparentemente simples ia-me levando à loucura. Duas horas (duas horas) em transcrição, corte e colagem, cds espalhados por todo o lado e, mais grave ainda, a angústia, a escolha, a selecção, o deixar de fora e o olhar indignado dos que foram devolvidos à estante. Passo esta verdadeira prova de enduro, em jeito de provocação infantil ao Pedro.

My funny Valentine de Chet Baker.

Fabuloso! Fabuloso! Raro quem conhece?...
Enviar um comentário