Mel Com Cicuta 

Without the aid of prejudice and custom I should not be able to find my way across the room.

 

William Hazlitt  
      

   

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Um post bastante longo e que, ponderados os prós e os contras, se calhar nem vale a pena ler.


[A melhor versão conhecida de Summertime, mais nossa do que todas as outras, roubada daqui]

A gerência tem recebido alguns e-mails de leitores mais fiéis que se queixam de estar francamente enjoados de ver (os mesmos) sapatos cada vez que abrem esta página. Imunes que somos aos lamentos corporizados pela vox pupuli não podemos, contudo, deixar de regressar, com manifesto e rasgado agrado, à comunidade bloguística depois de prolongada ausência por lesão (não é verdade, mas soa bem).
Nestas semanas não deixámos de acompanhar com atenção os acontecimentos do momento e confessamos mesmo ter alguma inveja dos que tiveram oportunidade de escrever sobre Gualter* (a nova estrela do panorama político nacional) ou outros assuntos igualmente apaixonantes como o falecimento do Barão Stefan von Breisky.
Para desgosto do meu querido Tiago, também eu não me pronunciarei sobre a morte recente de EPC (nem , nem aqui) e por uma razão muito simples: porque acho que se deve respeitar os mortos (e os que ficam e lhe são próximos) o que implica que, quando não se tenha nada de bom (e , in casu, nem sequer de realmente mau) a dizer sobre o falecido, mais vale estar calado do que perder o tempo de quem escreve e lê, vomitando umas banalidades para o papel para cumprir calendário.
No que respeita à blogosfera não posso deixar de destacar o meu blogger preferido desta época balnear, o correctíssimo Diogo, que fez (com a ironia inteligente que lhe conhecemos) o 31 da Armada, enquanto grande parte de nós abandonou vilmente a casa para ir a banhos.
Ainda no cumprimento da minha lista de recados, uma palavra a estas duas meninas, para dizer que Londres é a capital do mundo ocidental com pior sapato de que há memória. [Oito dias, dezassete livros, dois vestidos, um casaco, chás de todas as espécies, produtos de cosmética variada (e estupidamente cara), prendas para vários gostos e feitios e nem um (reparem, nem um) par de sapatos].
E, sobre as férias, mais se dirá no correr dos dias próximos, sobre uma Londres chuvosa com tanto de sombria como de glamorosa e um regresso com excesso de bagagem para encontrar uma amigdalite que nos levou à cama e um drama quase conjugal com a caprichosa TV Cabo.
E, por falar em multimédia, seremos nós os únicos a sentir-nos traídos pela FNAC do Chiado — uma espécie de “mercearia global para assuntos culturais”— que aproveitou a ausência para férias do grosso da clientela habitual para mudar tudo e transformar aquilo que era um espaço organizado e user friendly num gigantesco molho de brócolos onde só por bênção aleatória da fortuna se consegue encontrar o cd/livro/dvd pretendido e apenas com recurso à coacção física (ou violento bater de pestanas) se logra finalmente ouvir um cd?

*Para que fique claro, o facto de alguém apresentar-se pública e repetidamente com aquele penteado, relega, à partida, um ser humano para a categoria de “não-assunto” pelo que nos absteremos de tecer qualquer comentário adicional sobre a questão de fundo até que o cidadão dê provas de ter frequentado um bom barbeiro.

Craque.
Quanto a sapatos, "allow me to respectfully disagree". Lembro que Londres é Casa Mãe de Alexander Mcqueen, John Galliano e Stella McCartney – “to name a few”. Talvez seja um pouco precipitado afirmar que estes e outros 'couturiers' locais produzam mau sapato (embora não haja explicação para tamanha necessidade de afirmação de homossexualidade por parte de Galliano, que vem assassinando a pobre Casa Dior), mas sim, sapato para bolso Beckamiano... Convenhamos: o sapato é bom!
Bem-vinda.
E não é que, se me perguntassem, quase podia jurar que esta música foi cantada nesta versão pela Dulce Pontes (ainda agora recomecei e já vou dando sinais de fadiga!).
Bjs,
Rui
Ora até que enfim temos escritos! Achava que tinhas penhorado a veia literária para pagar os sapatos que, julgava eu, terias comprado (aos montes) em Londres. Vejo que me enganei!

Pois é verdade, a FNAC do Chiado transformou-se numa via sacra. O que é que deu na cabeça daquela gente?? É que esta nova organização é de tão difícil (leia-se impossível) compreensão que faz com que eu chegue a sair de mãos vazias... Enfim, acho que terei de passar lá mais tempo para voltar a sentir-me em casa.

Ó Rui Castro, Dulce Pontes??

Beijos Laura!

P
Joaninha: É claro que a apreciação do "bom sapato", se refere ao "sapato médio", ou seja, o equivalente em sapato ao critério jurídico do "bom pai de família". Sapatos caréssimos de criadores de eleição não contam. Naturalmente que havia sapatos bonitos (lindos) a 400 libras (embora eu tenha corrido toda a Londres em busca de uns Miu-miu que não faziam para o meu tamanho).

Rui, Pedro: Obrigada pela recepção. Estou a tentar sobreviver ao regresso. Beijos a ambos.
Laura, que bom voltar a lê-la. (quem foi de férias fui eu, entretanto).

Não será Amália?...(lindo, lçindo=
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